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A��es condenam 10,5 toneladas de lixo hospitalar em uma semana

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Duas toneladas de lixo hospitalar e comum foram encontradas prestes a serem descartadas de forma irregular, pelo Hospital Memorial Arthur Ramos, localizado no bairro Gruta de Lourdes, na capital, por fiscais da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum). O flagrante ocorreu na manhã de ontem, após uma denúncia anônima. Somente nesta semana, essa mesma situação de irregularidade foi identificada em outras duas unidades de saúde, totalizando 10,5 toneladas de resíduos. Fiscais da Slum flagraram o descarte irregular de luvas, lençóis, batas e outros materiais descartáveis infectados por sangue, além de utensílios provenientes do centro cirúrgico. Segundo a assessoria de comunicação do órgão, o lixo estava no mesmo espaço dos resíduos comuns, já separados para que a empresa coletora fizesse o recolhimento para o aterro sanitário. ?A irregularidade foi constatada no armazenamento dos resíduos no abrigo do hospital e, sobretudo, no descarte. O lixo estava saindo do hospital ao abrigo já misturado, o que é completamente irregular, já que os resíduos devem ser separados e armazenados em locais diferentes até a destinação final. Caso a fiscalização não fosse realizada, todo o material condenado pararia no aterro sanitário?, explicou Carlos Tavares, coordenador de Fiscalização da Slum. O órgão informou ainda que esta é a terceira vez que o hospital é flagrado na prática do descarte irregular de lixo. A administração do Arthur Ramos foi notificada pela prefeitura e deve apresentar o certificado de incineração em um prazo de 24 horas em dia útil, ou seja, até a próxima segunda-feira, 22. O documento comprova a destinação final correta da carga condenada. A Secretaria Municipal de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) também notificou e multará a unidade hospitalar. O valor da multa ainda não foi divulgado, porém, é baseado na quantidade de lixo irregular encontrada. Além disso, a quantia a ser paga pode sofrer aumento caso o estabelecimento seja reincidente no crime ambiental, como é o caso do Hospital Arthur Ramos, que tem ainda um prazo de cinco dias para manifestar defesa. À reportagem da Gazeta de Alagoas, a assessoria de comunicação enviou uma nota alegando somente que as providências cabíveis para o descarte correto do lixo, seguindo as orientações dos órgãos municipais, estão sendo tomadas. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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