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Gr�vidas mudam h�bitos para proteger beb�s

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As universitárias Bárbara Laryssa Santos e Fernanda Alves não se conhecem, mas compartilham de preocupação comum a milhares de alagoanas e brasileiras: proteger do zika vírus, provável causador da microcefalia, os bebês que crescem nos seus ventres. Quando souberam da gravidez, mudaram muitos dos seus hábitos diários. Incorporaram o uso cotidiano não apenas de repelente, produto muito demandado atualmente, como também investiram em vestimenta com coloração mais clara e capaz de proteger braços e pernas. ?Usar roupa clara e comprida não fazia parte de meus hábitos?, diz Bárbara Laryssa, que está no segundo mês de gravidez. Ela só não usa roupas mais compostas quando vai à praia. Nas demais situações, protege ao máximo o corpo das picadas dos mosquitos. Hábitos semelhantes estão na rotina da futura mamãe Fernanda Alves, no sétimo mês de gravidez. O uso de blusas com mangas longas está associado à instalação de telas de proteção nas portas e janelas do apartamento em que vive com o esposo, em Jacarecica. ?Engravidei no auge da polêmica sobre a causa da microcefalia?, recorda. Um mês depois da confirmação da gravidez, um susto dos grandes. ?Meu marido teve zika. Ficamos agoniados com a possibilidade de transmissão da doença ao bebê, o que não se confirmou?. O sossego só reencontrou guarida no lar de Fernanda após a submissão ao exame de imagem, por meio do qual veio a feliz confirmação: o diâmetro do crânio de sua filha crescia normalmente, dentro dos parâmetros de normalidade para o tamanho do feto. Toda essa história de zika deixou Fernanda apavorada. Resultado: ela já se submeteu ao exame de ultrassom por oito vezes, quatro a mais do que o recomendado pelos médicos. ?Marcava os exames para acompanhar o tamanho do crânio?, justifica.

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