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C�mara discute combate ao Aedes

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A Câmara Municipal de Maceió realizou, ontem, a primeira audiência pública do ano, que abordou o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, do zika vírus e da chikungunya, doenças que têm apresentado números alarmantes em todo o País. Proposto pela Comissão Permanente de Higiene, Saúde Pública e Bem-Estar Social, o debate reuniu representantes da área da Saúde, que criticaram o trabalho de combate ao vetor realizado pelo poder público. Conforme o infectologista Celso Tavares, além de não conseguir combater efetivamente o mosquito, o poder público não conseguiu melhorar a qualidade da assistência médica. ?Nós estamos enfrentando uma situação gravíssima e que só tende a piorar. As pessoas estão indo às unidades de saúde, com os sintomas da dengue, e passam três, cinco, oito horas para ter atendimento. Nos próximos meses, os profissionais de saúde vão sofrer por causa da incapacidade total e absoluta do sistema de Saúde de fazer frente à demanda que vai surgir, porque, ao que tudo indica, essa demanda vai aumentar substancialmente?, afirmou. O infectologista reforça que a população sofre com a dengue, a zika, a chikungunya, a síndrome de Guillain-Barré e a multiplicação dos casos de microcefalia, cujo quadro, segundo o profissional, tende a se agravar. Segundo ele, a demora no atendimento é o que coloca a vida das pessoas em risco. ?Daqui para a frente, veremos as pessoas começarem a morrer por causa do descaso do poder público. No meu consultório, eu estou saindo exausto porque cerca de 60% dos pacientes apresentam um desses casos, que não só aumentaram como estão mais graves?, disse.

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