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Fam�lias fecham Avenida Juca Sampaio em protesto por casas

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Um protesto, ontem à tarde, fechou o trecho da Avenida Juca Sampaio, em frente ao prédio do Ministério Público Federal (MPF) em Alagoas, no Barro Duro, em Maceió. A maior parte dos manifestantes cobrava casas da reconstrução em Rio Largo, e a outra apelava pela conclusão de um condomínio em Marechal Deodoro. O trânsito na via, que faz a ligação entre bairros das partes alta e baixa da cidade, ficou congestionado por quase uma hora. Foi necessária a intervenção de policiais militares para a desobstrução da pista. Com cartazes, apitos e narizes de palhaço, os manifestantes de Rio Largo cobravam as moradias. Eles invadiram o residencial Antônio Lins de Souza, que foi erguido com o propósito de abrigar famílias que perderam as casas na enchente de 2010 e para contemplar pessoas de baixa renda do município. Ao todo, são 1.826 moradias nesse conjunto, que têm a previsão de ser entregues no meio deste ano, mas o prazo pode ser estendido devido à ocupação irregular. Os moradores alegam que vivem no residencial devido à demora para a entrega dos imóveis e, principalmente, pela situação do cadastro feito junto à prefeitura. ?Estamos reivindicando a regularização do nosso cadastro, que simplesmente se perdeu. Entregamos nossos dados em 2010 e até agora estamos esperando uma casa digna para viver. Com essas mudanças de gestão em Rio Largo, a secretária de Habitação, quando assumiu, disse que os cadastros feitos à época não tinham validade alguma e teriam que ser inutilizados?, relata Carlos Oliveira, um dos líderes da manifestação de ontem. Ele acrescenta que os novos cadastros iriam contemplar, também, pessoas de Maceió.

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