Cidades
Entregas demoram a ser feitas
Os Correios recebem cerca de 500 mil objetos, entre encomendas, cartas registradas e normais, por mês, na capital alagoana. Mas nem tudo é entregue aos destinatários. Reclamações de contas recebidas após o vencimento e pacotes e envelopes não entregues são comuns na Grande Maceió. Na Ilha de Santa Rita, em Marechal Deodoro, documentos e correspondências importantes não têm chegado aos destinatários. Segundo Fábio Agra, que mora no local desde 2009, nunca apareceu um carteiro na região. ?Quem tem algo para receber tem que ir até o centro de Marechal, cerca de meia hora de carro, para apanhar as contas. Somente água e luz chegam na minha casa. Se eu quiser evitar atrasos nos pagamentos, preciso pegar os dados pela internet?, queixou-se. Fábio disse já ter cobrado a presença de um carteiro na região, mas na agência dos Correios em Marechal foi informado de que há falta de funcionários. Judite Calheiros, moradora do bairro da Ponta Grossa, em Maceió, tem a mesma reclamação. ?Antes eles vinham dia sim, dia não. Agora, só de 15 em 15 dias. Os carteiros não vêm mais com tanta frequência. Ontem (terça-feira), chegou correspondência. As contas eram para ter sido pagas no último dia 25. A gente precisa ir ao banco, senão paga tudo com juros?, contou. Em janeiro, a agência dos Correios na Ponta Grossa foi assaltada. O clima de medo é visível no cartaz exibido na porta de entrada, que avisa ser proibido entrar de ?boné, chapéu ou similar, capacete, óculos escuros ou transportando volume sem identificação?.