Cidades
Trabalho � feito de maneira prec�ria
Não é novidade para ninguém que o trabalho dos agentes de endemias, executado em Maceió, vem sendo feito de maneira precária. Evidentemente que a falta de conscientização da população para eliminar os focos dentro de casa ou no ambiente de trabalho contribue bastante para a proliferação do mosquito, no entanto a ausência do poder público no combate piora ainda mais a situação e abre espaço para as epidemias. O Sindicato dos Servidores de Saúde de Maceió (Sindsaúde) denuncia que faltam até crachás de identificação desses trabalhadores. Não há equipamentos de proteção individual (EPIs) suficientes há anos. ?Não tem luva, bota, lanterna, bolsas, coletes e até crachás. Por isso que muitos moradores resistem em deixar os agentes entrarem nas casas. Desconfiam que podem ser assaltantes. Encaminhamos essa dificuldade inúmeras vezes para a Secretaria Municipal de Saúde, mas, por enquanto, temos apenas promessas de que esses materiais vão chegar?, declara o presidente do Sindsaúde, Alesandro Fernandes. Além dos equipamentos de proteção, os agentes não dispõem de pontos de apoio para o desenvolvimento das atividades no dia a dia. Os PAs servem para guardar materiais de trabalho, descansar um pouco, utilizar um banheiro e traçar o roteiro das visitas. Para driblar essa dificuldade, os servidores estão usando as unidades de saúde dos bairros ou, na ausência delas, reúnem-se na rua mesmo.