Cidades
Batalhas s�o perdidas no combate ao Aedes
Se a intenção é vencer a guerra contra o Aedes aegypti, Maceió vai demorar a alcançar esse objetivo. Batalhas estão sendo perdidas por causa das dificuldades no combate ao mosquito que transmite, entre outros, os vírus da dengue, da zika e da febre chikungunya, e que, além disso, ainda pode causar microcefalia em bebês. Na capital, os agentes de endemias tentam ? e não conseguem ? cumprir um ciclo de seis visitas às residências. A greve dos servidores parou metade do efetivo, faltam condições de trabalho e, o pior, 1/3 dos imóveis está fechado quando os agentes passam. A área nobre é campeã de infestação predial do referido inseto-vilão e também de resistência dos moradores a esse enfrentamento. Agora, que o Ministério da Saúde e o da Defesa criaram uma força-tarefa para atuar nas cidades com maior quantidade de casos dessas doenças, o combate em Maceió está intenso, mas os mutirões não serão permanentes. Quando as ajudas saírem de cena, quem vai ter que sustentar o controle da infestação são as equipes que já fazem esse trabalho no cotidiano. A maior dificuldade, no momento, é penetrar nos locais desabitados, que devem ter focos do mosquito e não estão sendo combatidos. Ações nesses ambientes abandonados e, na maioria das vezes, tomados pelo lixo, já estão sendo feitas sob a coordenação da Defesa Civil Estadual, com a parceria do Exército Brasileiro, da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros. Mapeamento recente, feito pelas equipes, indica que, somente na capital, entre 180 e 190 imóveis estão abandonados e todos serão ?visitados? para um mutirão de erradicação dos focos e de limpeza.