Cidades
Advogada acusa PMs de excessos
Diante da sexta denúncia, apenas este ano, de truculência envolvendo policiais militares contra advogados, a entidade que representa a classe (a Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas ? OAB/AL) anunciou ontem que vai cobrar do comando da Polícia Militar uma atualização das normas de abordagem e pedir investigação por parte do Conselho Estadual de Segurança Pública (Conseg). O episódio mais recente ocorreu durante a Operação Sossego e envolve uma advogada, que recebeu voz de prisão, na noite de domingo, 6, no bairro do Jacintinho, em Maceió, por perturbação do sossego alheio, resistência e lesão de natureza leve, já que teria arranhado o rosto de um militar da Radiopatrulha (RP). A versão narrada por ela à OAB dá conta de que 12 policiais militares, divididos em três viaturas, estiveram na residência localizada na Rua São Sebastião, no fim da noite, chutando e batendo o portão veementemente. Letícia Carlota Vieira Tenório alega que estava numa comemoração familiar, nesta casa, e passava das 23 horas quando as guarnições chegaram depois da denúncia que receberam de volume de som alto. Ela contou que os militares chutaram tão forte o portão do muro que os dois ferrolhos empenaram. Quando os parentes abriram, houve uma confusão generalizada, segundo a advogada. Gritaria para todos os lados e relatos de agressões físicas. ?Letícia se apresentou como advogada e pediu cautela aos policiais no momento da abordagem. Na casa estavam oito parentes dela, sendo cinco mulheres e três homens. Todos tentaram amenizar, mas os policiais lançaram spray de pimenta contra todos?, relata o presidente da Comissão de Prerrogativas do Advogado da OAB-AL, Silvio Arruda.