Cidades
Opera��o retira jangadas da orla
Uma operação na manhã de ontem envolvendo várias secretarias municipais, em conjunto com a Capitania dos Portos e a Polícia Militar, retirou jangadas e barracos irregulares da orla marítima de Maceió. Com a média de 170 jangadas distribuídas pelas praias da capital alagoana, algumas tiveram de ser destruídas por causa do estado de abandono e podridão em que se encontravam. Ana Corado, coordenadora geral de projetos do Conselho Gestor que Regulamenta os Passeios Turísticos em Embarcações nas orlas marítima e lagunar, informou que os proprietários foram avisados com 30 dias de antecedência e que a operação é rotineira em Maceió. A Secretaria Municipal de Promoção do Turismo (Semptur) tem hoje cadastrados 183 condutores de embarcações que realizam passeios na Pajuçara, Ponta Verde, Pontal e Ipioca, além dos pescadores. A ação que contou, além do auxílio da Polícia Militar, por meio da Oplit, da Capitania dos Portos, Vigilância Sanitária Municipal, Guarda Municipal e das secretarias municipais de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma), Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) e da Superintendência de Limpeza Urbana de Maceió (Slum), não encontrou dificuldades para recolher as jangadas em péssimo estado. Os jangadeiros que também denunciaram as jangadas abandonadas cooperaram com a ação. Mesmo observando as embarcações sendo destruídas, nenhum pescador ou jangadeiro que sobrevive do turismo chegou a reclamar. Somente uma família, que foi afastada da área próxima das jangadas, queixou-se inicialmente da operação, mas logo estava próxima ao caminhão da Slum para pedir a madeira e vendê-la para reciclagem. A Guarda Municipal fez a proteção dos servidores da Limpeza Urbana, enquanto o material m péssimas condições era transferido para os carrinhos. Ana Corado informou que os jangadeiros que estivessem em situação irregular seriam notificados e poderiam receber multas de R$ 500 até R$ 1 mil.