Cidades
M�e enfrenta via-cr�cis por filho
Marli Maria Teixeira foi pela terceira semana seguida à porta do Instituto Médico Legal (IML) de Maceió para tentar saber se o corpo carbonizado encontrado em Jequiá da Praia é o do seu filho, Leandro Miguel Teixeira dos Santos, de 16 anos. Ele desapareceu um pouco antes do carnaval, quando foi aproveitar as festividades de Momo no município. Infelizmente, além de receber a notícia que o resultado do exame de DNA ainda não havia saído, descobriu que o adolescente suspeito de ser o seu filho já fora enterrado como indigente. O exame do corpo foi realizado no dia 8 de fevereiro, segundo contou Marli. O IML só conserva os corpos sem identificação por um determinado tempo, já que no local há apenas 12 gavetas no refrigerador, como informou Fernando Marcelo de Paula, diretor do instituto. Após um certo período, os corpos são enterrados como indigentes e, quando o resultado do DNA sai, são desenterrados e entregues às famílias. Marli diz que seu coração de mãe não se conforma e que ela tem certeza de que aquele é o corpo de seu filho. ?Sepultaram um menor, não avisam à mãe, eu estava aqui esperando o resultado do DNA e até agora nada. Parece que estão me enrolando, me enganando. Já fui ao IML por três semanas seguidas e nada?. Ela ainda denunciou que é preciso pagar uma taxa para desenterrar o corpo, caso o exame de DNA confirme que o adolescente sepultado é mesmo Leandro.