Cidades
Alagoano atrasa contas de �gua e de eletricidade
Em Alagoas, a Eletrobras amarga hoje uma dívida ativa de R$ 246 milhões, onde o consumo residencial é responsável por cerca de R$ 98 milhões desse débito. Desse total, R$ 21 milhões são de responsabilidade do setor industrial, e R$ 28 milhões, do poder público. A Companhia de Saneamento (Casal) também registra prejuízo com inadimplência. Em 2015, o acumulado de dívidas de consumidores com a empresa foi de R$ 39 milhões. Segundo o Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Confederação Nacional de Diretores Lojistas (CNDL), houve aumento no número de inadimplentes em todo o País, de 2015 para 2016. Só no Nordeste, a alta foi de 6,86%. Em fevereiro deste ano, a Eletrobras cortou o fornecimento de energia de 13 mil residências, por falta de pagamento nas faturas dos últimos 60 dias. A crise na economia é apontada pelos devedores como a grande vilã desse processo. O SPC Brasil e o CNDL apontam ainda que 80,4% dos consumidores afirmaram sentir o aumento na conta de luz como a maior consequência do atual momento financeiro. Os dados também mostram que 53% dos brasileiros atrasaram ao menos uma conta no último ano, e 68% deles já ficaram com o nome sujo alguma vez na vida. Algumas prefeituras alagoanas, para regularizarem a situação de inadimplência com a Eletrobras, entraram no Consórcio Público para Gestão da Energia Elétrica e Serviços Públicos (Cigip). Djalma Lima, superintendente do Cigip, garantiu que todos os municípios que participam do consórcio estão com suas parcelas em dia. ?Muitos atrasos se devem a ex-gestores que hoje respondem na Justiça por crimes de improbidade administrativa. Os 66 municípios atendidos pelo consórcio recebem assessoria técnica para resolver as dívidas, refazer os cálculos e conseguir pagar os atrasados?, informou Djalma. ?Há prefeituras com débitos tão altos que, somente com a interferência do Tribunal de Justiça é que os gestores conseguem parcelar suas dívidas. Os prefeitos até querem pagar, mas quando a dívida é muito alta não tem como?, acrescentou.