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Mais de 240 mil alunos ficam sem aula

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De um lado, professores pedindo reajuste salarial, contratação da reserva técnica, melhores condições de trabalho e defendendo o Plano Nacional de Educação (PNE), do outro, alunos que mal iniciaram o ano letivo de 2016. É dessa forma que começa hoje a paralisação dos educadores de ensino público em todo o País, o que deve afetar cerca de 191 mil estudantes da rede estadual em Alagoas e por volta de 50 mil na rede municipal de Maceió, segundo os dados de 2015. A paralisação é nacional, liderada pela Confederação Nacional de Trabalhadores da Educação (CNTE) e deve durar até a próxima quinta-feira, 17. Em Alagoas, a greve é comandada pelo Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal) e, entre as pautas locais, a categoria pede o fim do rateio e cobra uma política salarial real. O reajuste de 11,36% também faz parte das reivindicações. Estudantes da rede estadual têm opiniões divergentes sobre a greve. Ingrid Lopes da Silva, 18 anos, cursa o 2º ano no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa), no bairro do Farol. Ela considera justas as reivindicações dos professores, mas acha que a paralisação veio no momento errado. ?As aulas começaram hoje e já ficaremos sem aula por três dias. O certo mesmo era começar (as aulas) na semana que vem, opinou. Daniel Santos Araújo, de 19 anos e aluno do 3º ano, não concorda com a paralisação. ?A gente não tem culpa. Já terminamos o ano letivo de 2015 em janeiro deste ano, começamos 2016 atrasados. Entendo que o problema é do governo, mas não poderia pedir aumento sem prejudicar a gente??, questiona. O professor Melquiades Souza, que ensina no Colégio Moreira e Silva, no Cepa, defende o movimento, já que não é somente uma questão de salários, e sim de melhoria na qualidade do ensino. ?Todo mundo sabe que nossa categoria busca melhorar as condições de trabalho, de educação. Temos um dos piores IDHs (Índice de Desenvolvimento Humano) do País e, mesmo tendo melhorado um pouco a questão educacional, ainda estamos em uma posição ruim nacionalmente?, argumenta.

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