Cidades
Movimento social realiza protesto por melhorias no campo
Integrantes do Movimento de Luta pela Transformação Social (MLTS) ocuparam, ontem, as ruas de Maceió, numa passeata ?em defesa da reforma agrária, da democracia e do poder popular?. Vindos de vários municípios do interior, eles se concentraram, logo cedo, na Praça Sinumbu e durante quase duas horas realizaram uma marcha pelas ruas do Centro, em direção ao Palácio República dos Palmares e à Secretaria da Agricultura, retornando para o Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), na Avenida da Paz, cujo prédio foi ocupado pelo grupo. Na pauta de reivindicações, eles cobraram melhorias no campo, mais assentamentos e mais crédito para os trabalhadores rurais em Alagoas. De acordo com Edi Paulo Oliveira, da coordenação estadual do movimento, embora tenham vindo recursos federais para esse fim, desde 2014, nenhuma família tem conseguido acesso ao crédito fundiário, com objetivo de financiar a aquisição de terras para reforma agrária. O crédito, segundo ele, é operacionalizado pelo Iteral, por meio dos bancos do Brasil (BB) e do Nordeste (BNB). ?Desde 2014, nenhuma família foi assentada por meio desse crédito. E as que estão assentadas foram abandonadas?. No Iteral, os manifestantes cobraram melhorias nas estradas de acesso às unidades produtivas do crédito fundiário; assistência técnica e extensão rural para as famílias de agricultores; apoio para a realização de feiras itinerantes e para a realização de seminários de capacitação em planejamento e organização da produção; poços artesianos e mais celeridade no processo de aquisição de terras. Procurado pela a reportagem, o presidente do Iteral, Jayme Silva, afirmou que os manifestantes do MLTS não podem receber recursos do órgão estadual porque nenhum deles é vinculado às associações de classe dos agricultores ou assentado pelo Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). Ele disse que num primeiro momento o Iteral chegou a dar apoio ao movimento, mas esse apoio foi retirado quando foi detectado desvio de conduta dos dirigentes.