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Sobe para 238 o registro de casos suspeitos de microcefalia em AL

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Em uma semana, os casos notificados de microcefalia em Alagoas tiveram um aumento significativo. Ontem, no fim da tarde, o Ministério da Saúde (MS) divulgou mais um boletim com os números da anomalia no País, destacando os casos em investigação, os confirmados e os descartados. Até o dia 12 de março, foram 238 notificações desse problema em bebês do Estado. Na semana anterior, eram 229. Os registros de casos confirmados em Alagoas também subiram desde o último informe do MS. Eram 30 diagnósticos expressos na semana anterior e, agora, são 35. Em investigação, os casos passaram de 95 para 104. E os descartados, por outro lado, caíram de 104 para 99. Após divergências de dados com o Ministério da Saúde, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) suspendeu a divulgação da nota técnica, que era produzida pela Superintendência de Vigilância em Saúde. No documento, que também era repassado à imprensa semanalmente, constava o cenário de dengue, zika, febre chikungunya e microcefalia em Alagoas, fragmentando as informações por casos registrados na capital e nos municípios. O boletim do MS não tem informações mais detalhadas e se detém, apenas, aos números gerais. Até agora, estão sob investigação 4.268 casos suspeitos de microcefalia em todo o País. Isso representa 65,9% dos casos notificados. Também foi divulgado que 2.212 casos foram investigados e classificados, sendo 1.349 descartados e 863 confirmados para microcefalia e outras alterações do sistema nervoso, sugestivos de infecção congênita. Ao todo, 6.480 casos suspeitos de microcefalia foram notificados desde o início das investigações, no dia 22 de outubro do ano passado, e registrados até 12 de março. Além de Alagoas, os 863 casos confirmados ocorreram em 327 municípios, localizados em mais 18 unidades da Federação: Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe, Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Pará, Rondônia, Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Sul. Já os 1.349 casos foram descartados por apresentarem exames normais, ou apresentarem microcefalias ou alterações no sistema nervoso central por causas não infecciosas.

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