Cidades
Beb�s com microcefalia enfrentam rejei��o
Um dos principais problemas que envolvem o nascimento de crianças com microcefalia e outras alterações neurológicas não está na estrutura de acompanhamento e tratamento, mas na aceitação da própria família. É o que têm observado profissionais das áreas de psicologia e serviço social integrantes das equipes multidisciplinares que atuam no acolhimento dessas famílias, nos órgãos de saúde pública da capital e do interior alagoano. E lidar com essas situações, tendo que garantir a melhoria no atendimento e na estimulação dessas crianças, tem exigido cada vez mais dedicação e preparação desses profissionais. É esse o foco de uma capacitação iniciada ontem, pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), voltada, especialmente, para as equipes vinculadas ao Núcleo de Assistência à Saúde da Família (Nasf). Divididos em seis turmas (21, 23 e 29 de março; 4, 7 e 11 de abril), psicólogos e assistentes sociais estão sendo atualizados sobre questões que, de alguma maneira, estejam relacionadas ao acompanhamento dos casos de microcefalia no Estado ? como protocolo, fluxo e ações; saúde sexual e reprodutiva e planejamento familiar; acolhimento; crescimento e desenvolvimento desses bebês. Outros profissionais também vão passar pelo mesmo processo. Hoje e amanhã, é a vez dos nutricionistas receberam capacitação, em um curso que acontece na sede do Conselho Regional de Psicologia. Em um momento posterior, fisioterapeutas, fonoaudiólogos e terapeutas ocupacionais também estarão sendo capacitados para os procedimentos de estimulação precoce dessas crianças.