Cidades
Equipe faz cirurgia pioneira
Um homem saudável aos 35 anos de idade e que, de repente, apresenta infecção no pulmão. O quadro evolui rapidamente e se torna grave, ao ponto de deixá-lo com risco de morte iminente. A saída acaba vindo da tecnologia aplicada à medicina e de uma equipe preparada para realizar uma espécie de transplante de pulmão com o uso do ECMO, um órgão artificial cujo termo significa Extra Corpórea Membrana Oxigenação. A operação, bem-sucedida, foi realizada pela primeira vez em Alagoas ontem, no Hospital Memorial Arthur Ramos, em Maceió. Para realizar o procedimento cirúrgico, uma equipe comandada pelo médico-cirurgião cardíaco Fernando Figueira, especialista nesse tipo de transplante no Brasil, teve de ser deslocada do Instituto Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), no Recife, para o hospital local. ?O objetivo desse transplante é resgatar e, se possível, recuperar o órgão do paciente, após todas as medidas terapêuticas convencionais na UTI não terem surtido efeito?, reforçou o especialista. De acordo com ele, o ECMO deve ser utilizado em caso de falência pulmonar ou cardíaca ou mesmo dos dois órgãos em conjunto. O órgão artificial fica ligado ao paciente até a total recuperação. Fernando Figueira destacou que o equipamento serve para suprir as funções debilitadas do paciente, para que o tratamento dê resultado. ?Nossa equipe fez o que tinha que fazer. Ele precisava urgentemente de tempo para que os remédios surtissem efeito?, assegurou o cirurgião, acrescentando que, caso o procedimento não tivesse ocorrido, provavelmente o paciente poderia ter chegado a óbito. Já com o transplante realizado, o homem ficou de ser transferido para um hospital de referência em São Paulo, para dar continuidade ao tratamento.