Cidades
Estudo mostra queda da viol�ncia
O Atlas da Violência, divulgado ontem pelo Instituto de Pesquisa Econômica e Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), expôs a tendência de queda no número de homicídios em Alagoas em 2014. A redução foi discreta em relação a 2013 (-3,8%) e, portanto, insuficiente para retirar o Estado do incômodo ranking de mais violento do Brasil. Por outro lado, a pesquisa revelou que as mortes de jovens de 15 a 29 anos, de negros e de mulheres guinaram em 10 anos. Já os assassinatos por arma de fogo caíram, dando um alívio nas estatísticas. A taxa de homicídios por grupo de 100 mil habitantes teve aumento de 85,8% em Alagoas, entre 2004 e 2014. No primeiro ano da medição, o índice era de 33,9 mortes e, no último, alcançou 63,0, um pouco menor do que em 2013, que ficou em 65,5 mortes por 100 mil habitantes. Em números absolutos, aconteceram 2.093 assassinatos em 2014 e 2.162, no ano anterior, representando um declínio de 3,2%. A variação percentual da década era de crescimento de 102,4%. Mesmo com a leve queda, a taxa era, disparada, a maior do País. O Ceará, segundo mais violento entre as unidades da Federação, teve índice de 52,2 mortes em 2014. Alagoas estava, há dois anos, entre os oito estados que conseguiram reduzir a quantidade de crimes violentos letais e intencionais. O que mais baixou esse percentual foi Roraima (-27%), seguido de Goiás (-5,7%) e Acre (-5,4%). Com relação às cidades, o levantamento fez um ranking com as 20 microrregiões com mais registros de homicídios. Na lista, aparecem Maceió (taxa de 80,3 mortes por cada grupo de 100 mil habitantes, na quarta colocação entre as mais violentas); Arapiraca, na 15ª posição (64,5 mortes/100 mil); e São Miguel dos Campos, na 17ª colocação (61 mortes/100 mil). Foram feitas listagens das microrregiões que apresentaram maior redução e aumento da taxa. Nenhum município de Alagoas consta nessas relações. O estudo ainda destacou as mortes violentas de jovens com idade entre 15 e 29 anos. E Alagoas registrou taxa de homicídios de 140,6 por grupo de 100 mil habitantes dessa faixa etária em 2014. No ano anterior, o índice ficou em 148,6, representando uma queda de 5,4%. Na década em análise, o crescimento dessas execuções, envolvendo a juventude alagoana, foi de 102%. Em números absolutos, ocorreram 1.244 assassinatos de jovens em 2014, contra 1.320 em 2013.