Cidades
Amigos e familiares se despedem do jornalista Carivaldo Brand�o
Um fiandeiro de amizades; um boa-praça de coração grande, sempre pronto para acolher; um cidadão engajado em boas causas coletivas; um homem inteligente, sensível e bem-humorado, amante da vida e do bom viver. Com essas definições, parentes e amigos se despediram, ontem, do jornalista José Carivaldo Brandão. Aos 85 anos de idade, ele morreu na noite de terça-feira, no hospital Arthur Ramos, onde estava internado desde o início do mês, em consequência de um AVC hemorrágico. O sepultamento ocorreu no final da tarde de ontem, no Cemitério Parque das Flores, em Maceió. Economista e advogado por formação, Carivaldo Brandão gostava mesmo era de ser jornalista ? de texto e imagem. ?E dos melhores?, atesta Enio Lins, secretário de Estado da Comunicação, que o conheceu no final da década de 1990, quando iniciava a carreira de chargista. ?Queria uma referência. Não tinha noção de que o empresário, dono da Carimbel, tinha sido cartunista. Nos tornamos grandes amigos desde então. Tive oportunidade, quando editor adjunto da Gazeta de Alagoas, de publicar muitos dos seus trabalhos, produzidos nas décadas de 1940/50?, conta Enio Lins. Ele lembra que, além de pioneiro na arte da caricatura, Carivaldo inovou ao ser, talvez, o único cartunista de Alagoas que expunha seus trabalhos numa vitrine de loja. ?Fazia isso uma vez por semana, numa loja vizinha ao Cinema São Luiz, no centro de Maceió, até o dia em que alguém, incomodado com uma charge exposta, jogou uma pedra e quebrou a vitrine. A exposição acabou?. Enio destaca, também, a vitalidade de desportista cultivada por Carivaldo, que por volta dos 60 anos de idade começou a correr, organizar e divulgar maratonas. ?Correr era mais uma das grandes paixões de sua vida. Fez isso o quanto pôde e as pernas aguentaram?, conta a filha, Rachel Brandão.