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Fam�lias de pessoas com down superam barreiras

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Uma mensagem em tom de desabafo postada no Facebook acendeu uma chama que permanecia apagada até então, não fosse a revolta de uma mãe e a ação de um grupo chamado Amor 21, uma associação que se dedica às causas das pessoas com Síndrome de Down. A mãe foi mais uma a enfrentar a resistência de unidades de ensino de Alagoas em atender a crianças e adolescentes especiais. A negativa, disfarçada de um teste que o filho possivelmente não conseguiria transpor, acabou indo parar no Ministério Público Estadual (MPE), que decidiu abrir processo administrativo para apurar o caso. A instituição apura denúncia de que escolas em Alagoas, além de usarem de artifícios para dificultar o acesso, ainda estão cobrando uma taxa, muitas vezes no mesmo valor da matrícula, e, com isso, fechando as portas para crianças e jovens especiais. Não são poucos os pais e familiares de crianças especiais a enfrentarem o problema, como não bastasse o preconceito no olhar e nas atitudes da sociedade. Por isso, eles têm buscado a união e o conhecimento como caminhos para superar os obstáculos e garantir a inclusão de seus filhos. Preconceito que, para quem tem um filho especial, é substituído pelo amor e orgulho, facilmente percebidos no sorriso, no olhar, na troca de carinho e de afeto. SUPERAÇÃO Thais Paixão e Mendes tem 16 anos, gosta de tudo que uma jovem de sua idade normalmente costuma curtir: shopping, passeio com amigos, festas, balé, vôlei, fotografar e ama o namorado, com quem se relaciona há dois anos e de quem recebeu um anel de compromisso. Os olhos brilham de felicidade quando mostra as fotos com ele, que também tem Síndrome de Down. Quando Thais tinha um ano e oito meses, a mãe, a enfermeira Rejane Paixão e Mendes, procurou uma escola para matriculá-la. Afirma que não teve dificuldade. Ao contrário: foi bem recebida pela, um caso que pode ser considerado exceção diante de tantos outros nos quais as portas se fecham para o portador de down e para os jovens especiais.

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