Cidades
Escolas n�o t�m suporte para receb�-los
Aos dois anos, Sofia Vasconcellos Santos foi para a escola pela primeira vez. O coração da mãe, a assistente social Rosilda Vasconcellos da Silva, bateu forte. Era muita emoção e expectativa envolvidas. Como no início da idade escolar os problemas enfrentados com a inserção não são tão acentuados, como relatam os pais de crianças especiais, deu tudo certo e Rosilda pôde respirar aliviada. Até porque, segundo ela, a família buscou escolas com experiência em inclusão social. Mas, neste ano, a garota mudou de escola e o tratamento é diferente. ?No entanto, agora em 2016, minha filha mudou de escola e, desde a escolha, soubemos que na nova escola eles se estruturam de forma diferente em relação à metodologia de ensino para os alunos que apresentam dificuldades no processo de aprendizagem. Antes, já tinha ouvido relatos de pais que têm experiência nessa escola, que cobra um valor a mais caso minha filha necessite de algum apoio pedagógico exclusivo?, afirmou. ?Tendo o colégio deixado claro que os pais podem ou não optar pelo serviço, o que para nós fica evidente é que a escola reconhece a dificuldade do aluno, oferece possibilidade de melhor trabalhar conteúdos de sala, mas cobra a mais por isso?, diz a assistente social. Hoje, aos sete anos, Sofia cursa a segunda série do Ensino Fundamental e os problemas em relação à escola começam a surgir.