loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6283
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

ESFOR�O REPETITIVO � O MAIOR VIL�O

Ouvir
Compartilhar

Apesar da mudança de paradigmas de muitas empresas, adequando-se às normas de segurança e saúde do trabalhador, permitindo um ambiente com ergonomia padronizada, ainda é alta a quantidade de afastamentos dos locais de trabalho no Estado devido às doenças profissionais. Nos últimos cinco anos, exatamente 2.486 alagoanos tiveram que se ausentar das atividades laborais por causa de Lesões por Esforço Repetitivo (LER) e passaram a receber auxílio-doença pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). O número deve aumentar, tendo em vista que boa parte dos trabalhadores ainda se submete a jornadas massacrantes temendo perder a fonte de renda. Dados da Previdência Social apontam que a maior parte dos afastamentos se deu em virtude de doenças como sinovite e tenossinovite (inflamações graves de articulações e tendões). Foram 1.053 trabalhadores afastados de 2010 para 2015, segundo o INSS, somente por esses motivos. Os demais tiveram o auxílio-doença por acidente de trabalho concedido em decorrência de transtornos de discos intervertebrais (486), lesões do ombro (423), dorsalgias (414) e outras doenças de articulações ou da coluna vertebral (110). A partir de 2012, uma drástica redução dos benefícios chamou a atenção da Previdência e, pelo menos, dois fatores contribuíram para esse fenômeno. O primeiro deles é a quantidade maior de ações preventivas desenvolvidas pelos órgãos competentes para deter os acidentes do trabalho. O outro diz respeito às mudanças no Fator Acidentário de Prevenção (FAP), que termina onerando a folha de pagamento da empresa proporcionalmente ao risco ao trabalhador ? de 0,5% a 2%. Atualmente, dois ramos de atuação são os grandes violões da saúde do trabalhador em Alagoas e lideram o ranking de afastamentos: operadores de caixas de supermercado e bancários. Andréia Cristina Valéria da Silva tem 42 anos e está há quase cinco afastada de uma grande rede atacadista. Foi contratada nesse estabelecimento em 2007, quando a única loja da multinacional se instalou no Estado, para trabalhar como promotora de vendas externa.

Relacionadas