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O QUE ERA PARA SER A GL�RIA, VIRA PESADELO
Os trinta anos dedicados exclusivamente a uma instituição financeira não tornaram Robson Barros Albuquerque, atualmente com 51 anos, uma pessoa com plenitude profissional. Pelo contrário, os relatos são de problemas graves psicológicos e físicos também. Quando entrou no banco (ele preferiu não citar a bandeira) para trabalhar, a expectativa era mudar de vida, atender bem ao público e ser um profissional satisfeito com a atividade. O que era para ser a glória, virou um pesadelo. Robson herdou da labuta na agência tendinite nos ombros, epicondilite lateral (inflamação dos músculos e tendões do cotovelo) e Síndrome do Túnel do Carpo. De um simples escriturário, ele passou pelo caixa, foi chefe de serviço, passou a gerente administrativo, gerente comercial, gerente de posto avançado e gestor de postos avançados. O salário era bom, mas a sobrecarga de trabalho lhe fez adoecer e afastar da rotina diária. ?Cada função que exerci tinha uma atividade laborativa diferente. Além disso, a grande dificuldade era a mobília inadequada. A instituição não tinha uma parte ergonômica adequada, embora muitas se aprimoraram ao longo do tempo. A sobrecarga de trabalho favoreceu muito para o surgimento das doenças que adquiri?, acredita. Depois que adoeceu, Robson passou a acompanhar melhor a legislação trabalhista e fez a infeliz constatação de que nenhum banco de Alagoas cumpre com as normas regulamentadoras de segurança e saúde do trabalhador na íntegra. Uma delas é a pausa de 15 minutos a cada hora trabalhada e a possibilidade de ginástica laboral nos momentos vagos a todos os trabalhadores. ?Tem colegas que ingressam nos bancos e com um ano de trabalho já adoecem?, denuncia.