Cidades
Vigil�ncia pode pedir interdi��o
Água parada, fossa estourada, pessoas doentes com sintomas infecciosos, ambientes insalubres e a já conhecida superlotação. Estas foram algumas das situações encontradas por fiscais das áreas de alimentos, saúde e ecologia humana da Vigilância Sanitária (Visa) do município de Maceió, ontem pela manhã, durante uma inspeção na Casa de Custódia, localizada no bairro do Jacintinho. De acordo com a equipe de fiscalização, de uma lista de 72 itens inspecionados, apenas um ? o controle de pragas ? estava dentro do padrão adequado. O principal problema, reclamado por policiais civis e apontado pelos inspetores como fator gerador de todos os outros, é o desvio de finalidade. O que era para ser uma casa de passagem, para detenções de dois ou três dias, funciona, praticamente, como um presídio, com detentos que chegam a ficar até seis meses, sem estrutura física nem recursos humanos suficientes. ?São apenas cinco policiais civis para cuidar da custódia de mais de 80 presos e das verdadeiras atribuições policiais?, reclama um deles. E o pior, segundo os policiais, num ambiente insalubre e de alta periculosidade, devido, principalmente, à constante superlotação. Ontem, havia 89 presos num ambiente que só teria capacidade para acomodar 29, e de forma temporária, como deve ser numa casa de custódia. Essa superlotação gerada pelo desvio de finalidade desemboca em outras dezenas de problemas. A fossa, que não aguenta a demanda, transborda quase todos os dias e escorre para o meio da rua, apesar de ser esvaziada duas vezes por semana. Segundo o inspetor fiscal José Ribeiro Neto, em celas onde deveriam estar 4 pessoas, havia 12. Por falta de espaço e de estrutura, os presos provisórios não usufruem do direito a banho de sol, e, sem acompanhamento da saúde, o resultado são estados visíveis de doenças, inclusive infecciosas.