Cidades
Adequa��o do Centro � discutida
O aposentado Paulo Jorge da Silva, que perdeu os movimentos das pernas há 14 anos, ao cair de um carro coletor de lixo, é um dentre os milhares de prejudicados pela inadequação da estrutura do calçadão do comércio às pessoas com deficiência. ?O sofrimento começa no trajeto ao ponto de ônibus, no Clima Bom, e continua quando chego ao Centro. A calçada é estreita, as pessoas não abrem espaço para minha cadeira de rodas e nem sempre consigo entrar nas lojas e provar a roupa que pretendo comprar?, resumiu. Ontem, no auditório da Associação dos Deficientes Físicos de Alagoas (Adefal), em Maceió, ele assistia à palestra da arquiteta Gardênia Nascimento sobre as possibilidades de adequação dos estabelecimentos comerciais da região aos portadores de necessidades especiais. ?Imagine a situação: você vai à loja, escolhe uma calça ou uma blusa, mas não lhe dão estrutura para prová-las. O jeito é comprar olhando a numeração. Se não der certo, enfrento todas as barreiras e volto à loja para trocar o objeto?, exemplificou. Diante da necessidade de adequação ao Estatuto da Pessoa com Deficiência, lei federal que passou a vigorar este ano, a Aliança Comercial contratou a arquiteta para analisar as deficiências e formatar proposta de adequação da maioria dos estabelecimentos da região. O estudo sobre a área das lojas feito pela arquiteta mostra que não há espaço adequado à circulação das cadeiras de rodas em boa parte das lojas. Quando há, tem-se outro empecilho: falta de espaço para que o cadeirante possa girar em 180º a sua cadeira.