Cidades
Falta de exame dificulta elucida��o de mortes
A Polícia Civil não contará com uma prova técnica importante para tentar elucidar a morte de três pessoas, sendo dois irmãos deficientes mentais, ocorridas durante uma abordagem feita por militares do 5º Batalhão, na noite de Sexta-Feira da Paixão, no Conjunto Village Campestre, em Maceió. Sem o exame residuográfico, vai ficar difícil provar que Josenildo e Josivaldo Ferreira manusearam armas e se envolveram numa troca de tiros, conforme versão apresentada pelos integrantes da guarnição. O procedimento, na prática, é feito pelos peritos do Instituto de Criminalística (IC) e poderia detectar a presença de vestígios de pólvora ou chumbo nas mãos dos envolvidos no episódio. A assessoria de imprensa da Perícia Oficial do Estado de Alagoas (POAL) explicou que o exame não foi feito por falta de solicitação da própria Polícia Civil. Além disso, segundo a assessoria, os jovens foram retirados do local e socorridos para o Hospital Geral do Estado (HGE), onde morreram. Nesse meio-tempo, nenhum delegado teria pedido o residuográfico. As armas encontradas no local foram recolhidas pela perícia e estão passando por uma análise. O resultado deve sair até a próxima semana e será encaminhado à comissão que investiga o fato, composta pelos delegados Teíla Nogueira (presidente do inquérito), Rebecca Cordeiro e Antônio Henrique Pinto, todos da Delegacia de Homicídios da Capital. O coordenador da especializada, delegado Egivaldo Lopes, explicou que, se o exame não foi feito até o momento, não seria efeito agora. Segundo o delegado, o resultado seria prejudicado. A investigação, conforme ele, fica comprometida sem o residuográfico, importante quando se há informe de confronto.