Cidades
Estudantes fazem protesto no Jacintinho
Cerca de cem estudantes saíram em passeata, ontem de manhã, pelas ruas do Jacintinho, para cobrar da prefeitura a descentralização dos postos da Transpal. A manifestação foi organizada pela União dos Estudantes Secundaristas (Uesa) e terminou com uma concentração na porta da Prefeitura de Maceió, onde foi formada uma comissão de estudantes para se reunir com a prefeita Kátia Born. O presidente da Uesa, José Cláudio Vital, explicou que existem apenas dois postos da Transpal ? um no Centro de Estudos e Pesquisas Aplicadas (Cepa) e outro no Poço ? para atender a todos os estudantes secundaristas. ?Não entendemos o porquê de na Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e no Centro de Ensino Superior (Cesmac), onde tem cerca de sete mil alunos, não ter posto da Transpal para venda de passes estudantis?, reclamou José Cláudio. Ele reclama também da ausência de postos em bairros populosos como Jacintinho, Feitosa e Cruz das Almas, onde estão concentradas mais de 40 escolas. Por causa da passeata dos estudantes, o trânsito na Rua Coronel Paranhos, no Jacintinho, ficou ainda mais tumultuado ontem de manhã. Falta de ônibus À tarde os moradores dos conjuntos Lucila Toledo, Gama Lins e Denison Menezes realizaram um protesto, em frente à Universidade Federal de Alagoas (Ufal), interditando a pista por alguns minutos. Eles reclamam que estão sofrendo com a falta de ônibus após às 18h e, por isso, precisam enfrentar uma caminhada de uma hora até suas residências. Várias pessoas já foram assaltadas e duas garotas estupradas. Segundo a dona de casa Lúcia dos Santos Silva, esses conjuntos dispunham de ônibus direto até o Poço. Contudo, as empresas retiraram de circulação o transporte coletivo, temendo assaltos aos motoristas. ?Ficamos sem ônibus direto e passamos a dispor apenas do ônibus Integração, que é gratuito e parte do terminal da Ufal. Mas esse ônibus só circula até às 18h, pois os motoristas temem ação de marginais. Diante disso, nós ficamos à mercê dos bandidos, correndo risco de vida?, disparou a dona de casa. A comerciária Maria Madalena Rodrigues disse que uma comissão de moradores foi até a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) pedir providências, mas a reivindicação não foi atendida.