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Igrejas s�o alvos de reclama��es

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Templos religiosos cujos pregadores apostam no barulho como estratégia de disseminação da palavra divina em período noturno são os principais alvos das reclamações de quem não consegue descansar por causa do agito verbal, embora esteja no conforto do lar. ?As igrejas evangélicas são as principais acusadas de provocar poluição sonora em bairros da periferia da capital. Na região nobre, o problema está principalmente nos bares, incluindo os da orla marítima?, segundo a Secretaria de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma). O setor do órgão responsável pela garantia do bem-estar ambiental na capital alagoana recebe uma média de 35 denúncias de poluição sonora por mês. Poderia receber mais, não fosse o temor de represália dos que se prejudicam com a nem sempre agradável barulheira. ?Para comprovar o barulho, temos que visitar a casa do incomodado. De lá, a gente afere a potência do som?, explica José Soares Barbosa, coordenador de fiscalização da Sempma. ?A necessidade de identificação inibe alguns dos denunciantes?, reforça. Quando se deslocam aos locais das denúncias, os fiscais comprovam o óbvio: ausência de projeto acústico. Em muitos dos estabelecimentos religiosos não há sequer refrigeração, o que contribuiria para o isolamento do local e, por consequência, do som. É o caso de igrejas em galpões, por exemplo. Delas, brotam barulhos intermitentes, cujos decibéis ultrapassam a normalidade. ?O aceitável seriam 65 decibéis. Acima disso, entre 70 e 90 decibéis, não há quem aguente. É prejudicial aos ouvidos?, diz José Soares.

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