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Greve afeta combate ao Aedes na capital

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A suposta precariedade das condições de trabalho associada à greve dos servidores municipais explica por que razão os 800 agentes de saúde ainda não concluíram a primeira etapa das visitas domiciliares de combate aos focos de proliferação do transmissor da dengue, da febre chikungunya e do zika vírus (causador da microcefalia) previstas para o primeiro trimestre deste ano. ?Metade dos agentes de saúde de Maceió está em greve. A outra metade está apta ao trabalho, mas não consegue fazê-lo por falta de condições?, explica Maurício Sarmento, presidente do Sindicato dos Agentes de Saúde de Alagoas (SindSaúde), segundo o qual, o cronograma de combate ao Aedes aegypti também não foi cumprido no ano passado. ?De cada quatro visitas aos domicílios da capital para combater o mosquito, os agentes só conseguiram concretizar uma. É um absurdo, mas é a realidade. O Ministério da Saúde determina o mínimo de quatro visitas. Que isso fique muito claro?, reforçou à Gazeta o sindicalista. O trabalho de combate ao vetor também estaria comprometido em pontos considerados críticos: cemitérios públicos, ferro-velhos e borracharias. Nesses locais, o ideal seria uma visita a cada 15 dias. O combate ao Aedes também não estaria sendo feito em bairros como o Benedito Bentes, onde vivem mais de 200 mil famílias.

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