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Inspe��o constata precariedade do Code

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Parecem não ter fim as denúncias de superlotação e desvio de finalidades de recursos físicos e humanos nas delegacias de Alagoas. Inaugurado há pouco mais de um ano, o Complexo de Delegacias Especializadas (Code), que funciona no bairro de Mangabeiras, parte baixa de Maceió, já vive os mesmos vícios do sistema. Inspeção feita pelo Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol), na última segunda-feira, constatou, por exemplo, que as celas que deveriam funcionar como local de passagem, onde os detentos permanecessem por, no máximo, 24 horas, para os procedimentos iniciais das investigações, estão sendo transformadas em cárceres superlotados de presos que ali permanecem durante meses seguidos. De acordo com o Sindpol, tem celas projetadas para receber até quatro pessoas, que acumulam 30 presos, inclusive de alta periculosidade, num espaço de 6 metros quadrados, o que obriga a um revesamento torturante, na hora de dormir. A maioria tem que ficar em pé, esperando a vez de descansar um pouco. Tem gente com mais de 6 meses no local. Além disso, foram detectados problemas na estrutura física, com desgaste nas instalações hidráulicas e ambiente propício a fugas, não só pela fragilidade das paredes, como pela relação entre a quantidade de presos e de policiais de serviço ? além do flagrante desvio de funções. Como têm feito em outras ocasiões, os dirigentes do Sindpol voltaram a cobrar da Secretaria de Segurança Pública (SSP) a retirada imediata dos detentos do Code e das delegacias de Alagoas, destacando que a custódia de presos não é função dos policiais civis. A estes, cabe o papel de investigação de crimes. As assessorias de comunicação da Polícia Civil e da Secretaria de Segurança Pública não atenderam e não deram retorno às nossas ligações, na tarde de ontem.

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