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Ind�genas lutam por sobreviv�ncia

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Donas das terras que constituíam a imensidão da Nação brasileira, antes da descoberta e da colonização, nos anos de 1500, as populações indígenas estão cada vez mais encolhidas. Para as comunidades remanescentes, o dia 19 de abril, considerado o Dia do Índio, tornou--se muito mais uma data para reforçar a luta pela sobrevivência e pela preservação de sua identidade do que para comemorar. E o que mais faz o índio sofrer e mais contribue para dizimar as comunidades indígenas? ?A falta da terra?, responde a técnica de enfermagem e liderança da aldeia Xucuru-Cariri Serra do Capela, Nará Celestino. ?A maioria dos povos não tem terra nem para construir casas; nem para plantar a lavoura de subsistência. Aí as pessoas vão saindo em busca de espaço nas cidades. Vão se espalhando, perdendo contato com sua gente, com sua cultura?, lamenta ela. Nará conseguiu fazer curso técnico sem ter que ir embora. E os conhecimentos adquiridos são aplicados, hoje, na própria comunidade, onde ela trabalha nos programas de saúde indígena. Como ela, algumas pessoas fizeram cursos nas áreas de saúde e educação, e hoje prestam serviço na própria comunidade. Mas admite que não há espaço para todos. ?A maioria gosta mesmo de trabalhar a terra, de plantar e colher. Mas não tem terra pra isso?. Em Alagoas, os povos indígenas se resumem, hoje, a pouco mais de uma dezena de aldeias, algumas com algo em torno de 20 famílias, espremidas em sítios e fazendas, enquanto lutam pela preservação de sua identidade cultural e esperam a reintegração de posse das terras que perderam, ao longo do tempo, para a ocupação das grandes propriedades agropecuaristas e o avanço dos aglomerados urbanos. Calcula-se que vivam no Estado cerca de 20 mil índios, a maioria num cotidiano muito parecido com o das populações rurais de baixa renda: plantando para comer e vivendo da comercialização do que sobra da lavoura. Alguns cultivam, ainda, como atividade econômica, peças de artesanato, e desenvolvem atividades culturais que transformaram em fonte de renda. O mapeamento dessas comunidades mostra a presença de índios nos municípios de Feira Grandes, onde vivem os Tingui-Botó; Porto Real de Colégio, onde vivem os Kariri-Xocó, os Katoquim e os Dzubucuá; em Pariconha, onde vivem os Geripancó e os Karuazú; em Palmeira dos Índios, onde vive a ?nação? Xucuru-Cariri; Joaquim Gomes, onde vivem os Wassu-Cocal; São Sebastião, onde vivem os Karapotó; Água Branca, onde vivem os Kalancó; e Traipu, onde estão os Aconã.

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