Cidades
Casos de dengue crescem mais de 50% em Alagoas
Apesar da força-tarefa capitaneada em todo o Brasil pelo Ministério da Saúde, a campanha maciça nos veículos de imprensa, nas escolas, nas empresas e nos órgãos públicos, as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti avançam sem controle em Alagoas. Dados das secretarias de Saúde apontam crescimento de mais de 50% nos casos suspeitos de dengue no Estado. Na capital, as notificações de dengue passaram de mil este ano, segundo o mais recente boletim epidemiológico. Registros de febre chikungunya e zika vírus, que pode ser o responsável pelo número alto de nascimento de bebês com microcefalia, também subiram. Do levantamento apresentado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau), foram registrados 6.134 casos suspeitos de dengue entre 1º de janeiro e 11 de abril de 2016. Do total, 2.781 já foram confirmados por meio de exames clínicos. Ano passado foram 4.069 casos notificados. O aumento deste ano é 50,74% superior à mesma época de 2015. Estão em situação considerada de epidemia, devido ao grande número de doentes, os municípios de Carneiros, Junqueiro, Olivença, Pariconha, Poço das Trincheiras e Santana do Ipanema. Ontem, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) divulgou boletim chamado Semana 14 de 2016, e o que mais chama a atenção é a quantidade de notificações suspeitas de dengue em Maceió. São 1.044 casos registrados com a suspeita da doença até o dia 15 de abril, dos quais 16 são do tipo grave (com a confirmação de um paciente que mora no Tabuleiro do Martins), mais dois como dengue comum, 12 sob investigação e um descartado. O relatório mostra a confirmação de cinco casos de dengue com sinais de alarme, registrados nos bairros da Gruta de Lourdes, Serraria, Benedito Bentes, Cidade Universitária e Santa Lúcia. Cinco mortes com suspeita de dengue foram notificadas, sendo que uma foi descartada.