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Terreno acumulava cerca de 70 toneladas de lixo

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Os vizinhos já reclamavam há anos. Os órgãos ambientais e de limpeza urbana já haviam notificado várias vezes o proprietário de um terreno localizado na Rua Gilson Araújo da Silva, 253, no bairro de Santa Lúcia, por causa do acúmulo de lixo que ameaçava a saúde da comunidade. Vários autos de infração foram lavrados, o mais recente, após uma fiscalização realizada no dia 14 deste mês. Mas nada surtiu efeito. Ontem, uma operação conjunta de órgãos da Prefeitura de Maceió, com apoio de equipes da Polícia Militar de Alagoas, recolheu no local cerca 70 toneladas de lixo. Pedaços de móveis, sacolas plásticas, embalagens descartáveis, carcaças de eletrodomésticos, material plástico e outros entulhos inservíveis, viraram um grande lixão a céu aberto, com grande quantidade de recipientes retentores de água parada, transformados em criatório do Aedes aegypti. O trabalho coordenado pela Superintendência Municipal de Limpeza Urbana (Slum) começou cedo e contou com o envolvimento da Superintendência Municipal de Controle do Convívio Urbano (SMCCU), secretarias municipais de Proteção ao Meio Ambiente (Sempma) e de Saúde (SMS) e Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) da PM. O resultado foi surpreendente. A estimativa inicial feita pela Coordenação de Fiscalização da Slum, de que seriam recolhidas cerca de 11 toneladas de resíduos, foi quase sete vezes maior ? cerca de 70 toneladas, segundo foi divulgado ontem. Além do lixo, também foram encontrados ratos, escorpiões e baratas em grande quantidade. A Slum informou que todo o material reciclável recolhido na operação será doado à Cooperativa dos Recicladores de Alagoas (Cooprel), localizada no bairro do Benedito Bentes e que a conta dos custos com a operação será incluída na dívida ativa municipal para ser paga pelo proprietário, identificado como João da Rocha Pinheiro. Durante a operação, ele não esteve no local.

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