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PERSONAGENS E SUAS HIST�RIAS

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VIVIANE DE ARAÚJO - Atendente de consultório odontológico Mesmo empregada com carteira assinada há quatro anos, Viviane de Araújo vive insegura com a atual situação econômica do País. O desemprego ronda o trabalho dela. Recentemente, a atendente desempenhava apenas a função para a qual foi contratada, no auxílio à cirurgiã-dentista que a contratou, mas a demissão de outra funcionária do consultório, fez com que ela tivesse que se ?desenrolar? na função e, além de desempenhar a atividade profissional, também passou atuar na entrega de panfletos na rua onde a clínica fica localizada, em um prédio no centro de Maceió. ?Antes trabalhar assim do que ficar desempregada. Diante da atual situação econômica, preciso ser compreensível com o patrão, que também tem contas a pagar. O sucesso dele é o meu também?, considera. ANDRÉ DE ARAÚJO - Servente de pedreiro André de Araújo atuava como servente de pedreiro na construção civil. Com o desaquecimento do setor, ficou desempregado e teve de buscar na informalidade o próprio sustento. Decidiu ser vendedor ambulante no calçadão do comércio de Maceió. Escolheu brinquedos importados da China para vender. Sem opção de trabalho, sabe que é proibido comercializar os produtos nas ruas centrais do comércio da capital, mas, mesmo assim, prefere correr o risco de ter as mercadorias apreendidas pelos fiscais da Prefeitura. Está sempre de olho no comprador e ao mesmo tempo na possibilidade de chegada da fiscalização. ?É chato trabalhar no local, assustado. Situação complicada essa minha, mas eu não tenho dinheiro para fazer um curso e tentar outra profissão. Todo dia é essa correria. Assim como eu, dezenas de ambulantes têm se arriscado todos os dias pelo calçadão do comércio. É o jeito?, assegura. AMANDA RAÍSSA - Promotora de vendas A jovem Amanda Raíssa , aos 19 anos de idade, já tem um filho de dois anos para criar. Extrovertida e sempre com um sorriso para as pessoas, ela terminou o ensino fundamental e aceitou trabalhar como promotora de vendas em uma financeira instalada no centro de Maceió. Há três meses na atividade, ela ainda permanecia em período de ?experiência? e com isso sem carteira assinada. Mesmo assim, a pressão por resultados é constante e a possibilidade de ficar sem atividade também a deixa assustada. ?Eu tenho filho para criar e também conto com minha mãe para isso. Aqui eu trabalho sob pressão o tempo todo, pois tenho que bater meta solicitada pela empresa que oferta cartões de crédito para a população. Se eu não corresponder, estou fora, e encontrar emprego está difícil?, lamenta.

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