Cidades
Grevistas radicalizam e fecham porto
Prejuízo para o Porto de Maceió, para os caminhoneiros, para o cidadão em trânsito. A falta de entendimento entre o governo do Estado e os policiais civis, que estão em greve desde a semana passada, transformou Maceió num caos, durante o dia de ontem. Pela manhã, os policiais realizaram assembleia na Praça dos Martírios. Ela havia sido convocada para o Sindicato dos Urbanitários, ali pertinho, mas, devido à grande participação ? calcula-se que cerca de 400 agentes e escrivães compareceram ?, as lideranças sindicais decidiram realizar o ato ao ar livre, no meio da praça, de onde saíram em caminhada até a porta do Palácio República dos Palmares, para uma nova manifestação. Diante da ausência de uma contraproposta do Estado às reivindicações da categoria, eles decidiram manter a paralisação, apesar da determinação da Justiça, que declarou a ilegalidade da greve, determinou o retorno dos policiais às suas atividades e estabeleceu multa diária de R$ 5 mil contra o sindicato da categoria (Sindpol), por descumprimento da decisão judicial. No final da manhã, os policiais saíram em nova caminhada pelo Centro e tomaram a direção do bairro de Jaraguá, onde acamparam em frente ao Porto de Maceió, que teve os portões fechados pela administração, temendo invasão. Impossibilitados de entrar, dezenas de caminhões carregados de mercadoria para descarregar se enfileiraram ao longo da avenida, na região portuária. O trânsito ficou muito lento. A determinação das lideranças sindicais era não deixar o local enquanto o governo não apresentasse proposta para negociar. A escolha do porto, segundo o presidente do Sindpol, Josimar Melo, foi devido à grande movimentação da economia do Estado, que passa por ali, o que eles consideraram estratégico para chamar a atenção da sociedade sobre a luta dos policiais civis.