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Juiz ordena reintegra��o de posse do Porto de Macei�

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A Justiça alagoana determinou a reintegração de posse imediata do Porto de Maceió, ocupado desde a última terça-feira, 26, por policiais civis em greve. A decisão foi publicada na noite de ontem pelo juiz Henrique Gomes de Barros, da 3ª Vara Cível da Capital, que pede ao secretário de Segurança Pública, coronel Lima Júnior, ao comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marcos Sampaio, e ao secretário de Gestão e Planejamento do Estado, Christian Teixeira, que acompanhem o oficial de Justiça durante o cumprimento da ação. Por telefone, o coronel Lima Júnior informou à Gazeta de Alagoas que, nesta manhã, irá pessoalmente até o local para negociar a desocupação com os policiais civis. Ele deixou claro que o caminho para resolver o impasse é o diálogo. ?Nosso entendimento é que as polícias devem permanecer unidas. Briga, somente contra os bandidos?, declarou o secretário. PREJUÍZOS No mandado de segurança impetrado na tarde de ontem, a administração portuária argumenta que, além de interromper o fluxo de carga e descarga de navios, a ocupação do porto implica no risco de desabastecimento de gasolina, óleo e álcool, em Maceió e nas cidades próximas. ?Se essa situação permanecer por mais um dia, pode haver desabastecimento nos postos de combustível. Os donos de postos já estão me ligando preocupados. Já tem gente com o estoque em baixa?, alertava, ontem, o administrador interino do Porto, Roberto Leoni, à reportagem. ?Essa paralisação das atividades portuárias provoca um efeito em cadeia com prejuízos a todos os setores da economia: administração portuária, governo, usuários, transportadores?, destacou. A administração do Porto de Maceió estima um prejuízo diário de US$ 100 mil, o equivalente a cerca de R$ 354 mil, com o bloqueio. Também informou que cerca de 100 carretas estavam enfileiradas, ao longo de ruas e avenidas no entorno da região portuária, com uma diária de R$ 500. Elas carregam produtos como açúcar, fertilizantes e combustíveis. Oitocentos trabalhadores portuários foram prejudicados, conforme cálculos oficiais. No cais, dois navios cargueiros esperam para serem abastecidos: um atracado e outro fundeado.

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