loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Reitores querem igualdade para o Nordeste

Ouvir
Compartilhar

O vice-presidente da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) para o Nordeste, José Fernandes Lima, afirmou, ontem, que é preciso acabar com as desigualdades existentes entre as universidades federais do Nordeste e do sul do País. A afirmativa foi feita durante a reunião dos reitores do Nordeste, no Hotel Ponta Verde, com o objetivo de elaborar um documento ? que será entregue ao ministro da Educação, Cristovan Buarque - com as propostas para melhorar o funcionamento das instituições federais de ensino superior. Segundo Lima, mais de 85% dos cursos de doutorado e mestrado estão concentrados no Rio de Janeiro e em São Paulo, que formam seis mil doutores por ano. Enquanto o Nordeste responde por apenas 15% dos cursos de doutorado e mestrado. ?É preciso implementar ações para diminuir essas desigualdades regionais, pois só ampliando o número de cursos será possível trazer mais recursos para as universidades federais do Nordeste?, ressaltou. O vice-presidente da Andifes defendeu, ainda, que é preciso garantir a autonomia e ampliar os financiamentos para as universidades federais. Ele adiantou que só na sexta-feira, os reitores deverão ter uma definição sobre o impacto dos cortes do orçamento, anunciados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para as universidades. ?O que sabemos até o momento é que os cortes vão atingir apenas os recursos para investimentos?, adiantou. Previdência A Reforma da Previdência é outro motivo de preocupação para os reitores, pois pode comprometer o funcionamento das universidades com a corrida dos professores à aposentadoria. ?Hoje, cerca de 8% a 10% dos professores universitários estão em condições de se aposentar?, afirmou. O reitor da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), Rogério Pinheiro, ressaltou que os dois grandes problemas das universidades federais são a falta de infra-estrutura e de pessoal. Das 54 universidades federais, 11 estão instaladas no Nordeste. ?Nossos prédios são feios, sujos, não têm elevadores e faltam laboratórios?, lamentou. O orçamento da Ufal para custeio é de R$ 7 milhões; para pessoal cerca de R$ 100 milhões. Rogério assegura que alguns problemas enfrentados pela universidade, como a carência de pessoal no Hospital Universitário estão 90% resolvidos, com a realização de concurso público. Até o final de fevereiro, deve ser realizado concurso público para professores. Para todo o País, serão abertas duas mil vagas, mas ainda não há definição de quantas serão oferecidas para Alagoas. (MFA)

Relacionadas