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Marcha dos sem-terra realiza atos em Macei�

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Depois de percorrer quatro cidades, os cerca de 1.500 integrantes de movimentos sem terra, vindos de todo o Estado, chegaram ontem a Maceió, na chamada ?Marcha em Defesa da Reforma Agrária, da Democracia e Contra o Golpe?. Em caminhada desde a última segunda--feira, 25, os trabalhadores querem chamar a atenção sobre a importância da reforma agrária para o desenvolvimento da economia do País, e prometem ficar na capital até o próximo dia 3. O grupo é composto por integrantes de sete movimentos ligados à terra ? Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), de Luta pela Terra (MLT), de Libertação dos Sem Terra (MLST), Via do Trabalho (MVT), Terra, Trabalho e Liberdade (MTL), Comissão Pastoral da Terra (CPT) e Terra Livre. No início da noite de ontem, a marcha parou para montar acampamento no campus A.C. Simões, da Universidade Federal de Alagoas (Ufal), localizado na Cidade Universitária, onde foi realizado um ato político e cultural, com a participação de vários grupos sociais, em frente à Reitoria da universidade. Durante a manifestação no local, os trabalhadores classificaram como ?golpe? o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) que tramita no Congresso Nacional e reforçaram que seu afastamento é uma ameaça aos direitos da classe trabalhadora e à democracia. Para o líder do MVT, Marcos Antônio da Silva, conhecido como ?Marrom?, a marcha promoveu um debate bem amplo. ?Durante esta semana, a marcha passou pelas cidades de Branquinha, Murici, Messias e União dos Palmares antes de chegar ao ponto final, que é Maceió. E toda vez que nós montamos o acampamento, pudemos conversar com a população sobre o golpe que ameaça os direitos da classe trabalhadora e a democracia e sobre a importância da reforma agrária para Alagoas?, declarou.

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