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Dist�rbio deteriora a conviv�ncia familiar

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Percebendo a necessidade de dividir a tarefa de ajudar alcoólicos a se libertar do vício, os AA?s criaram os grupos familiares Al-Anon, formado para agregar parentes e amigos dos pacientes. Os membros fazem reuniões periódicas, compartilham as experiências e buscam forças e esperança na tentativa de resolver os problemas comuns. Em Alagoas, há três grupos assim em atividade, sendo um em Palmeira dos Índios e dois em Maceió. Em torno de 150 membros participam das reuniões periódicas. Uma das líderes no Estado do Al-Anon é Maria* (também nome sugerido por ela), esposa de Luiz. Ela diz que nasceu e cresceu com o fantasma do alcoolismo em sua família. Revela que foi filha, é esposa e mãe de quatro filhos alcoólatras (sendo dois deles já membros do AA e mais dois que bebem descontroladamente). Assim como o marido, Maria encara tudo como se fosse o tratamento de uma doença, com as diversas etapas até se chegar à cura. ?Buscava entender dentro do convívio familiar o que estava acontecendo. Meu pai era alcoólatra e se separou da minha mãe quando eu ainda tinha meses de nascida justamente por causa da violência doméstica atrelada ao álcool. Não tive convívio com ele, mas minha mãe sempre relatava os momentos de tensão que teve. Casei muito jovem e não percebi em que grau estava o alcoolismo do meu marido. Por causa dos meus pais, acabei desenvolvendo repulsa por pessoas embriagadas. Não queria chegar nem perto?, relata.

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