Cidades
Policiais civis aguardam contraproposta
Em greve há duas semanas, os policiais civis aguardam com expectativa a oficialização da contraproposta do governo do Estado, que pode acontecer hoje. Pelo menos é o que ficou acertado, na semana passada, numa mesa de conciliação formada por representantes do Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, da Secretaria de Estado do Planejamento, Gestão e Patrimônio (Seplag) e do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol/AL). Depois da desocupação do Porto de Maceió, os agentes marcaram uma assembleia para amanhã, onde devem avaliar o que foi proposto pelo Executivo. No encontro desta quarta-feira, às 14h, no Clube de Engenharia (Farol), os policiais podem até votar pelo encerramento da paralisação. No entanto, colocam como condicionante o atendimento aos itens de maior relevância da pauta de reivindicação. O principal deles é o aumento do piso salarial. Durante a reunião, na semana passada, na sede da Escola da Magistratura, a proposta lançada pelo secretário de Planejamento, Christian Teixeira, foi de o governo elevar o piso da categoria para R$ 3.600, mais o índice da revisão geral dos servidores públicos para dezembro deste ano. Atualmente, o salário-base de quem entra na Polícia Civil é de R$ 3.062. A incorporação seria parcelada em quatro vezes (5% em maio, julho e setembro; e mais 2% em novembro). Também foi disponibilizado um orçamento mensal de R$ 300 mil para o pagamento retroativo das progressões, iniciando a partir de maio, além da implantação das progressões até dezembro. O TJ ficou de acionar o juiz Manoel Cavalcante para que acelere o julgamento do pedido de adicional de risco de vida, cujo processo está parado há quatro anos.