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Sem-terra apelam ao TJ/AL

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Os trabalhadores rurais sem terra seguem na mobilização pela capital, ocupando a Praça Sinimbu, no centro de Maceió. Os representantes dos movimentos sociais realizaram uma verdadeira peregrinação por órgãos públicos, que incluiu reuniões com representantes do Executivo e Judiciário, durante todo o dia de ontem. Sete movimentos sociais marcham em defesa da reforma agrária, a favor da democracia, contra o golpe e a violência no campo. No início da tarde de ontem, os sem-terra marcharam até o Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), na Praça Deodoro, também no centro da capital, onde se reuniram com o desembargador-presidente, Washington Luiz Damasceno Freitas, o diretor do Instituto de Terras e Reforma Agrária de Alagoas (Iteral), Jaime Silva, a gerente de Articulação Social do Gabinete Civil, Edenilza Lima, e militares do Gerenciamento de Crises da Polícia Militar de Alagoas, para discutir processos de reintegração de posse e a revisão do usucapião do imóvel São Sebastião, em Atalaia. Os sem-terra pedem que o Tribunal de Justiça suspenda uma decisão da 29ª Vara Cível da Capital que determina a reintegração de posse da área aos herdeiros de Pedro Batista da Silva, suposto proprietário. Eles argumentam que a reintegração deveria ser suspensa enquanto não é julgada uma outra ação, que contesta a propriedade dos herdeiros. ?Nessas terras vivem famílias há mais de doze anos, que já acumulam quatro despejos. É preciso manter um diálogo aberto para evitar um conflito permanente. Além disso, é preciso discutir com a sociedade e com as autoridades a verdadeira função social da terra?, avalia Marcos Antônio da Silva, representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. * Sob supervisão da editoria de Cidades.

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