Cidades
Agentes penitenci�rios decidem paralisar as atividades por 72 horas
O próximo fim de semana poderá ser tenso nas unidades prisionais de Alagoas. Em decisão tomada ontem, durante assembleia ordinária, agentes penitenciários decidiram cruzar os braços em protesto contra a falta de resposta do governo às suas reivindicações salariais. O primeiro resultado da greve da categoria, que vai durar 72 horas, é a suspensão da visita aos presos. Com a paralisação de advertência, que começa na sexta-feira, 6, os agentes só vão fazer a escolta de presos em situação de urgência e emergência, do pessoal que serve a alimentação e dos profissionais de saúde responsáveis pela medicação dos reeducandos doentes. ?Não haverá visita de familiares, atendimento de advogados, nem atividades laborais?, afirma o vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL), Petrônio Ferreira Lima Júnior. Segundo ele, a categoria decidiu ainda que vai recorrer judicialmente da decisão do juiz de Execuções Penais, José Braga Neto, que autorizou a gestão do sistema a valer-se de servidores terceirizados para fazer a guarda interna das unidades, inclusive usando armas de fogo. Mas, acrescenta Petrônio, enquanto aguardam uma decisão da Justiça, não vão aceitar que a medida seja implantada. Os terceirizados podem fazer a guarda externa, ou seja, vigiam a muralha e a guarita dos presídios, alerta o dirigente sindical. ?Dentro das unidades, só o agente penitenciário concursado pode estar armado. É uma questão legal?, repete o vice-presidente do Sindapen.