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Negros ainda s�o alvo de viol�ncia e preconceito

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Em Alagoas, 66,8% da população se declara negra ou parda, segundo o último levantamento feito pela Secretaria da Igualdade Racial do governo federal e pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, esse número é ainda maior: 76,7%. Apesar de a maioria fazer parte da raça negra, a situação na sociedade para com esses indivíduos ainda se mantém sob a égide do preconceito e da discriminação. Mesmo com a criação de leis e políticas públicas voltadas para esse grupo de pessoas, na prática ainda enfrentam problemas recorrentes há décadas, até mesmo em áreas como a saúde e a educação. O descaso por parte do poder público persiste em praticamente todas as 69 comunidades quilombolas alagoanas, reconhecidas pelo governo federal e certificadas pela Fundação Palmares, segundo atesta o coordenador-geral dessas localidades, Manoel Oliveira, o Bié. ?Ao invés de reforçarem o estudo nas escolas das comunidades, várias prefeituras fInstagramecharam as portas dos estabelecimentos, forçando os alunos negros a estudarem em locais afastados de suas origens?, garante ele, que cita os casos ocorridos nas comunidades de Aguazinha e Gameleira, em Olho d?Água das Flores, no Sertão, e Pixaim, em Piaçabuçu, na região do Baixo São Francisco. ?A situação está difícil?. Além da falta de aplicação e execução das políticas públicas a que tem direito, a população negra em Alagoas permanece vítima do preconceito racial e se mantém como principal alvo da violência. Os dados são assustadores e por si só dão a dimensão do quanto a sociedade em geral se mostra alheia a essa questão, como se não fizesse parte do cotidiano de todos. Mapa da violência divulgado em 2013 pela Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, ligada à Secretaria-Geral da Presidência da República, revela que, em uma década, o assassinato de negros alagoanos, principalmente jovens, cresceu 212,9%, enquanto de brancos, nesse mesmo período, caiu 30,8%. Em toda Alagoas, em 2002, foram mortos 107 brancos e 650 negros, conforme a publicação. Em 2011, o Estado perdeu para a violência 74 brancos e 2034 negros.

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