loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

A��es afirmativas s�o apontadas como sa�da

Ouvir
Compartilhar

Para o coordenador-geral das comunidades quilombolas de Alagoas, Manoel Oliveira, o Bié, é preciso intensificar e manter trabalhos de conscientização da população, como forma de tentar diminuir o preconceito e o racismo na sociedade. Para ele, os próprios negros precisam reconhecer suas origens, valorizar-se e lutar para o cumprimento das leis que garantem direitos para os quilombolas. ?As pessoas olham para os negros como se vissem algo ruim?, considera. Pensamento semelhante também é mantido por Filomena Félix, que se mantém ativa e em constante luta pelos direitos da comunidade negra em Alagoas. Para ela, ainda há uma negação da sociedade e até mesmo entre os negros sobre a própria cor. Isso faz com que, conforme pensa, as políticas públicas deixem de ser aplicadas com base no que determina a legislação brasileira. ?Há uma negação de que existe uma população negra. A partir do momento que você diz que a população negra existe, aí vêm as políticas afirmativas?, considera a militante. Filó, como é conhecida, reforça que é preciso o cumprimento das ações já asseguradas e voltadas para a comunidade negra, seja na saúde, com projetos para tratar e prevenir doenças que acometem mais esses indivíduos, a exemplo da anemia falciforme e a hipertensão, ou na educação, com a manutenção das cotas para entrada nas universidades públicas. ?O sistema de cotas é uma reparação para com a raça negra no Brasil. No passado havia lei que proibia os negros de frequentarem as escolas. Mesmo com os avanços conquistados, é preciso que se ofereça uma educação básica de qualidade, como forma de garantir melhores condições de acesso ao ensino superior. Até hoje somos excluídos e não temos, por exemplo, acesso a cargos de poder, apesar de sermos a maioria da população?, acrescenta Filó. Entre os poucos avanços implantados em Alagoas, ela cita a criação do Conselho Estadual da Igualdade Étnico-Racial, empossado em 2014. Filó considera também que o movimento negro, os grupos culturais, precisam se profissionalizar, avançar nos conhecimentos, como forma de ocuparem mais espaços e garantirem direitos assegurados.

Relacionadas