Cidades
Marcas que o tempo n�o consegue apagar
Uma olhadinha no celular, um desvio de atenção para ajustar o som do carro, três segundos de distração e bah! Um acidente acontece. Esses são apenas alguns dos motivos que elevam as estatísticas dos acidentes de trânsito. Aliados a outros fatores como excesso de velocidade, imprudência nas ultrapassagens, embriaguez ao volante, não uso de cinto de segurança no banco traseiro, falta de manutenção do veículo, eles revelam uma dura realidade: no Brasil, cerca de 40 mil pessoas morrem por ano, vítimas de acidente nas estradas e nos centros urbanos. Em Alagoas, os números não ficam atrás. Em 2015, o Hospital Geral do Estado (HGE) atendeu 11.198 pessoas vítimas do trânsito. Algumas não resistiram, outras guardaram sequelas; marcas que o estudante Renato Xavier vai levar para o resto da vida, consequência de uma fratura exposta num acidente de moto. Após várias cirurgias e um longo tempo com fisioterapia, ele voltou a andar sem muletas, mas a perna encurtou, e isso é para sempre. Para alertar sobre essa situação, os órgãos de trânsito de todo do País realizam, durante este mês, o movimento Maio Amarelo. A exemplo do Outubro Rosa, que chama a atenção para os tipos de câncer que mais afetam as mulheres, e o Novembro Azul, voltado para os principais problemas de saúde masculina. O objetivo, neste mês de maio, é chamar a atenção da sociedade para o alto índice de mortes e feridos no trânsito em todo o mundo. E esse movimento de alerta vem revestido da cor amarela. O movimento ganhou as ruas semana passada e vai até o final do mês. A intenção, explica a diretora de Educação para o Trânsito da Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT) de Maceió, Juliana Normande, é mobilizar toda a sociedade, envolvendo os mais diversos segmentos, órgãos de governo, empresas, entidades de classe, associações, federações e sociedade civil organizada, para, efetivamente discutir o tema segurança do trânsito e propagar conhecimento transformando tudo isso em consciência coletiva.