Cidades
M�E AOS 34 CONSIDERA O FILHO UM MILAGRE
Sueli Santos de Araújo tem 49 anos. Mora em um conjunto na Ponta da Terra, em Maceió, com o único filho, Daniel, de 14 anos. E assim como as demais mamães relatadas nesta reportagem, ela tem uma bela história da maternidade para contar. Engravidou quando tinha 34 anos, idade bem acima do habitual. Pensava desde adolescente que família para ser formada não precisava da procriação. Aos poucos, foi mudando de ideia e hoje fala com tanto cuidado e proteção ao filho que nem parece aquela que não ligava para esse tipo de assunto. Logo nos meses iniciais da gestação, os primeiros problemas apareceram. Sueli teve um aumento brusco da pressão arterial e precisou ser hospitalizada. As idas e vindas ao consultório médico e os internamentos viraram rotina até o fim do período. ?Passei mais tempo internada do que em casa. Ser mãe, eu reconheço, é padecer no paraíso. Desmaiava com frequência e foi constatado que o meu filho estava colado ao útero. Era uma gravidez de alto risco que eu iria enfrentar?, relata. Com seis meses, teve uma pré-eclâmpsia ? ocorre quando uma mulher grávida tem pressão arterial elevada (acima de 140/90 mmHg) a qualquer momento após a sua 20ª semana de gravidez, com desaparecimento até 12 semanas pós-parto. A pressão arterial dela subiu para 200/120 mmHg, ou 20/12, e teve que ficar no hospital por semanas até se recuperar. Nesse período, teve um princípio de aborto também. Fez cesariana e Daniel chegou com bastante esforço, com a pele roxa, por ter ficado muito tempo sufocado dentro da placenta, e precisou ficar alguns dias na incubadora. ?Sofri muito para ser mãe. E olhe que eu não tinha vontade de ser. Para celebrar esse momento, decidi colocar o nome Daniel Vitor no meu filho, já que Vitor lembra vitória. Considero que ele foi um milagre porque, até o parto, os médicos perguntaram quem deveriam salvar, se eu ou meu filho, de tão grave que era o quadro?, lembra.