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Agentes penitenci�rios entram em greve na pr�xima sexta-feira

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A partir da próxima sexta-feira, os agentes penitenciários entram em greve por tempo indeterminado. O anúncio foi feito ontem à tarde pelo sindicato que representa a categoria (Sindapen) após uma assembleia geral. Os órgãos do governo também já tomaram ciência por meio de ofício. No período de paralisação, apenas alguns serviços internos serão mantidos. A visitação e a escolta de presos para atendimento de assistência social, psicológica e de prontuário ficam suspensos. Os servidores, no então, vão continuar fazendo a segurança nas unidades, por meio do Grupo de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit) e dos agentes penitenciários da própria unidade; a tranca e destranca dos presídios; a entrega de alimentação e remédios aos reeducandos; a escolta emergencial de saúde; o cumprimento de alvarás de soltura e outras atividades consideradas de cunho essencial. Para dar conta destas atribuições, os agentes anunciaram que vão se revezar. As visitas e as escoltas, de acordo com o presidente do Sindapen, Kleyton Anderson Bertoldo Pessoa, não são consideradas ações emergenciais e necessárias. Por isso, vão ser interrompidas, até para garantir a segurança e considerando a falta de efetivo nas unidades. Durante a assembleia, a categoria decidiu ainda que não vai permitir servidores contratados atuando nos presídios para desempenhar a função de agente penitenciário. Eles alegam que os terceirizados não têm autorização, com base na Lei de Execuções Penais, para utilizar armas, atribuição que seria, apenas, dos funcionários do quadro efetivo. No ofício encaminhado ao secretário de Estado de Ressocialização e Inclusão Social, tenente-coronel Marcos Sérgio Freitas, o presidente do Sindapen destacou que o sistema prisional de Alagoas está à beira de um colapso. ?O efetivo das unidades é um verdadeiro absurdo. Como é sabido, por exemplo, o presídio Baldomero Cavalcanti está, hoje, com mil presos e com uma média de apenas oito agentes penitenciários para fazer a segurança, serviços internos, como alimentação, escoltas dos serviços de saúde, psicológico, assistente social, advogado, prontuário, revistas de visitas e alimento. Este é apenas um exemplo da situação caótica de quase todos os presídios deste Estado?, destaca Kleyton Anderson.

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