Cidades
Passageiros optam pelos alternativos
Parte dos 400 mil usuários de transporte coletivo teve que optar por outro meio de locomoção para cumprir as suas rotinas, nas primeiras horas de ontem, em Maceió. Devido à paralisação dos rodoviários, os 800 veículos que fazem 120 linhas não saíram de dentro das garagens das empresas de aviação, como protesto para cobrar segurança. Entre os milhares de passageiros que ficaram sem ônibus logo cedo, está a empregada doméstica Eliete Santos, de 50 anos, que precisou da ajuda de familiares para chegar ao local em que trabalha. ?Eu fiquei sabendo ontem [segunda-feira] que os ônibus iam parar, então, pedi ao meu filho, que tem uma moto, para me levar?, disse a funcionária, que saiu de casa mais cedo, como de costume, para não perder a hora. Por volta das 10 horas, a consultora de vendas Valéria Moura ainda aguardava o retorno dos ônibus para poder ir trabalhar. Ela havia chegado ao ponto de ônibus, no Tabuleiro do Martins, às 6h30. ?Por um lado, esse protesto é bom, porque eu não me sinto segura em ficar dentro de um ônibus, com tanta violência acontecendo. Mas, por outro lado, termina prejudicando quem precisa do transporte para trabalhar?, disse. PARADOS Enquanto isso, na garagem da Empresa de Viação Real Alagoas, no bairro da Pitanguinha, os 271 ônibus pertencentes à empresa permaneciam no local, quando deveriam começar a realizar os trajetos pela cidade às 4 horas. Motoristas, cobradores e integrantes do sindicato da categoria permaneceram na frente da sede da empresa até que a paralisação tivesse seu término. O cobrador Ricardo José dos Santos, de 43 anos, apoia a motivação do protesto. Conforme o rodoviário, que há 23 anos trabalha dentro de ônibus, os transportes coletivos não podem continuar sendo alvo de assaltos.