Cidades
Empres�rios bancar�o qualifica��o de pessoas com defici�ncia
Apesar da exigência da legislação federal, as empresas de construção civil de Alagoas nem sempre conseguem preencher parte de seu quadro funcional com portadores de alguma deficiência física. Motivo: ausência de qualificação de um contingente que, apesar das limitações físicas, pode ser aproveitado em inúmeras funções num canteiro de obra. ?Sempre foi muito difícil cumprir a lei que estabelece cota de portadores de deficiência em relação ao número de empregados da empresas?, admite Patrícia Farias, diretora de Responsabilidade Social da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário (Ademi). Para superar a adversidade, os empresários resolveram bancar a qualificação de até 130 portadores de necessidades especiais. Selecionados pelo escritório do Sistema Nacional de Empregos (Sine), atrelado à Secretaria do Trabalho, Abastecimento e Economia Solidária de Maceió (Semtabes), os portadores de necessidades físicas iniciam segunda-feira sua jornada educacional rumo ao mercado de trabalho. Receberão instruções dos professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), em Maceió. ?Para absorvê-los futuramente, a Ademi resolveu bancar a qualificação?, reforça Patrícia Farias. Os alunos já selecionados pelo Sine municipal serão instruído ao longo de dois anos, em aulas distribuídas em quatro módulos que levam em consideração as limitações motoras dos novos aprendizes. Eletricista predial, operador de guincho ou guindaste estão no primeiro módulo do curso. São funções que requerem conhecimento técnico, mas sem necessidade do uso da força. Também serão capacitados para o exercício de funções como pedreiro, pintor, técnico de segurança, auxiliar administrativo, auxiliar de almoxarifado e operador de logística.