loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quinta-feira, 06/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Cidades

Cidades

Greve barra visitas em pres�dios

Ouvir
Compartilhar

Enquanto durar a greve dos agentes penitenciários de Alagoas, iniciada oficialmente às 16 horas de ontem, estão suspensos, por tempo indeterminado, os serviços de escoltas internas de presos para atendimento de assistência social, psicológica e de prontuário e as visitas aos reeducandos no sistema prisional de Alagoas. A categoria decidiu pela paralisação na última terça-feira, durante assembleia geral. O medida foi tomada para cobrar realização de concurso público e melhorias salariais. Apesar da mobilização, algumas atividades internas ? consideradas essenciais, de urgência e emergência ? serão mantidas. São elas, a segurança nas unidades, por meio do Grupo de Escolta, Remoção e Intervenção Tática (Gerit) e dos agentes penitenciários da própria unidade; a tranca e destranca dos presídios; a entrega de alimentação e remédios aos reeducandos; a escolta emergencial de saúde; o cumprimento de alvarás de soltura e outras atividades consideradas de cunho essencial. Para dar conta dessas atribuições, os agentes anunciaram que estarão com o efetivo reduzido. O presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários de Alagoas (Sindapen/AL), Kleyton Anderson Bertoldo Pessoa da Silva, informou que as visitas e as escoltas internas não são consideradas ações emergenciais e necessárias. Por isso, vão ser interrompidas durante a greve. Outro fator que motivaria a suspensão, conforme o sindicalista, é a garantia da segurança no sistema, levando em consideração o baixo efetivo. Durante a assembleia, a categoria decidiu ainda que não vai permitir servidores contratados atuando nos presídios para desempenhar a função de agente penitenciário. Eles alegam que os agentes terceirizados não têm autorização, com base na Lei de Execuções Penais, para utilizar armas, atribuição que seria, apenas, dos funcionários do quadro efetivo. Este, inclusive, é um dos pontos considerados cruciais para a greve, tendo em vista que o desembargador Sebastião Costa Filho referendou uma decisão do juiz de Execuções, José Braga Neto, autorizando o uso de armas pelos prestadores.

Relacionadas