Cidades
Im�veis fechados dificultam a��es
O Ministério Público Estadual (MPE) e a Procuradoria-Geral do Município (PGM) precisam endurecer o trato com os proprietários de imóveis em situação de abandono e com propensão ao aparecimento e manutenção de focos do mosquito Aedes aegypti. É o que defende a comissão que integra a Sala Estadual de Coordenação e Controle do Combate ao mosquito (SECCC). Ontem pela manhã, durante visita do representante do Ministério da Saúde e da Sala Nacional de Controle, Rodrigo Frutuoso, a força-tarefa alagoana fez uma espécie de prestação de contas do que vem sendo feito no Estado. E uma das medidas foi a solicitação ao MPE e à PGM, para que promovam a identificação e notificação dos proprietários de imóveis nessa situação, no município de Maceió, com posterior aplicação das punições previstas em lei, até multas e impostos progressivos que ameacem o direito de propriedade. Segundo o coordenador da SECCC, major Moisés Henrique, mesmo assegurado por força de lei o acesso compulsório a esses imóveis para o tratamento e desativação de focos, haveria mais eficácia nesse trabalho se houvesse esse tipo de acompanhamento, até para evitar a reincidência. Segundo ele, Maceió tem cerca de 200 imóveis abandonados e propensos à proliferação do mosquito. Destes, a comissão já conseguiu entrar em 41, tratando e eliminando os criatórios de mosquito encontrados. O 42º foi visitado ontem, após a reunião, acompanhado pelo representante do Ministério da Saúde. O imóvel inspecionado fica localizado na Rua Pedro Américo, entre o Poço e a Ponta Verde, uma das áreas mais infestadas pelo mosquito. No local, foram detectadas e tratadas larvas do Aedes em criatórios formados por ambientes acumulatórios de água parada, entre eles uma piscina abandonada.